segunda-feira, 19 de maio de 2008

Cruz Vermelha responde às catástrofes da China e Birmânia

Situação na Birmânia:
No passado dia 2 de Maio, o ciclone Nargis com ventos de 190km/h (categoria 4 na escala Saffir-Simpson) passou sobre o oeste-sudoeste de Yangon, na Birmânia, devastando grande parte da zona central e sul do país.

Segundo Bridget Gardner, Coordenadora de Emergência da Federação Internacional das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) – e a primeira oficial de ajuda internacional a visitar a zona do desastre com autorização do governo da Birmânia –, a situação no delta Irrawaddy devastado pelo ciclone é “esmagadora.” O nível de destruição e perda é enorme. Cerca de 95% das casas nas zonas costeiras deste delta foram destruídas. As necessidades mais urgentes são de abrigo, água potável, alimentos e material de primeiros socorros.

Apesar de os esforços de limpeza continuarem a bom ritmo, continuam a aumentar os casos de diarreia, dengue e malária, assim como doenças respiratórias e stress pós-traumático.

Cerca de 220 mil pessoas, das quais 80 mil terão sido directamente assistidas pela Cruz Vermelha, têm recebido materiais para se abrigarem, artigos de higiene pessoal, arroz, bidões de água, pastilhas potabilizadoras, kits familiares, redes mosquiteiras, entre outros. A 14 de Maio, 16 aviões da Cruz Vermelha já tinham aterrado em Yangon, transportando mais de 180 toneladas de ajuda humanitária, que está a ser distribuída pelos incansáveis 27.000 voluntários da Cruz Vermelha da Birmânia.
Para responder a esta crise, a FICV lançou um Apelo de Emergência no valor de 32,7 milhões de Euros para apoiar a Cruz Vermelha da Birmânia a assistir 500 mil pessoas (100 mil famílias) nos próximos 36 meses. Entretanto, os serviços meteorológicos prevêem mais chuvas severas, o que poderá vir a agravar ainda mais esta crise humanitária.





Situação na China:

A 12 de Maio um terramoto medindo 7.8 na escala de Richter atingiu a província de Sichuan, na China.

As delegações locais da Cruz Vermelha Chinesa (CVC) actuaram de imediato e continuam a prestar ajuda humanitária de emergência aos sobreviventes, distribuindo comida, água, pastilhas purificadoras de água e tendas, mas as necessidades persistem. O apoio médico é uma prioridade neste momento.O terramoto também afectou gravemente as comunicações e as redes rodoviárias.Perante este cenário, a FICV acaba de lançar um Apelo de Emergência de 12.4 milhões de Euros para assistir 100.000 sobreviventes durante o próximo ano.


Informação retirada de http://www.espigueiro.pt/destaque_semanal/98d6f58ab0dafbb86b083a001561bb34.html




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